June22
Realmente, não é o tipo de filme que eu considero que tem um diferencial em assistir no cinema. Mas se eu soubesse que era tão bom, tinha feito uma forcinha a mais.
Juno, ao meu ver, segue uma linha bem parecida ao Casamento Grego. Foge dos caminhos mais fáceis de se contar uma história à Hollywood e vai pra uma linha mais real. Acho que por isso, os dois tiveram ferramentas de divulgação e acreditação dos críticos de forma similar.
Eu só conhecia a Ellen Page de X-Men 3 e Menina Má.com. Mas já dava pra notar que ela chamaria muita atenção. E chamou! É só assistir aos extras pra notar que todo mundo caiu de amores por ela. E ela se garantiu mesmo.
Falando de extras, eu acho que nunca assisti a Cenas Cortadas tão boas. Deve ter sido um parto tirar aquelas cenas do filme.
O filme conta a história de um menina de 16 anos que engravida na primeira relação com o melhor amigo. Com uma maturidade que nem eu nos meus quase trinta anos teria, ela desiste do aborto e vai atrás de pais adotivos. E acaba se identificando com o futuro pai do bebê.
O roteiro, da Diablo Cody, realmente chama atenção. Os personagens são tão bem trabalhados que mesma com pouca aparições todos eles tem destaque. A linguagem dos diálogos é extremamente realista.
Bem, é isso. Eu recomendo
December16
Sério, eu não esperava um quinto do filme.
Embora, o final seja no estilo de Guerra dos Mundos, o roteiro está bem redondinho. A direção do Robert Zemeckis, cujo o nome normalmente vem ligado a filmes estilo família, como De Volta Para o Futuro, realmente me surpreendeu. A união de captura de movimento e imagens 3d, tirando alguns pequenos momentos onde os personagens olham pra lugar nenhum e dão a impressão de que são cegos, ficou excelente. As emoções são críveis e bem traduzidas, os movimentos são hiper-reais. Tudo afinado.
O único ponto que poderia ser retrabalhado, e olha que o bicho passou 10 anos no forno, é o roteiro. Neil Gaiman e Roger Avery assinaram um roteiro muito bom, mas que poderia ter alguns retoques. O que mais me incomodou foi a disputa entre religiões Pagãs e Católica ficou parecendo ter sido jogada. Unferth (John Malkovich) merecia um tratamento um pouco melhor também. Especialmente por ser o expositor do catolicismo no reino onde ocorre a história. Ficou parecendo com a teoria do revólver. Se você colocar um revólver em cena, alguém tem que atirar, ou no mínimo empunhá-lo, se não ele só atrapalha a continuidade da história. O receptor (leitor/ouvinte/público…) desvia sua atenção ao revólver e perde o que está acontecendo. O conflito católico x pagão está lá e ninguém disparou.
O filme conta a história de Beowulf (Ray Winstone), um herói com jeito de semi-deus que tem mania de se despir. Como ele liberta o reino de Hrothgar (Anthony Hopkins) do Ogro Grendel (Crispin Glover) e acaba se tornando rei.